Tristeza Persistente: reconhecendo sinais e compreendendo movimentos internos
- Silvia Alcantara | Terapeuta Online

- 3 de nov. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 20 de jan.

Ao longo dos anos, acompanhei muitas pessoas que chegaram até mim carregando um peso difícil de explicar. Um cansaço que não passa, uma sensação de estar vivendo no automático, uma desconexão silenciosa que vai se instalando aos poucos.
E, muitas vezes, quando começamos a conversar, percebo que por trás desse estado emocional existe uma história de sobrecarga, expectativas, silêncios e sentimentos guardados por tempo demais.
Eu reconheço esse lugar. Já vivi momentos em que tudo parecia exigir mais de mim do que eu tinha para oferecer. Já senti o vazio que chega sem aviso, mesmo quando a vida parece organizada por fora. E é justamente por ter atravessado esses espaços internos que hoje consigo acolher, com sensibilidade, quem chega até mim vivendo algo semelhante.
A dor silenciosa que ninguém vê, mas que você sente
A tristeza persistente não costuma aparecer de repente. Ela vai se aproximando devagar, como uma névoa que encobre a clareza, a energia e o brilho das pequenas coisas.
Muitas pessoas compartilham comigo:
“Eu não sei por que estou assim.”
“Me sinto cansada o tempo todo.”
“Nada me anima.”
“Parece que algo dentro de mim apagou.”
“Eu me sinto desconectada de mim mesma.”
Esses sentimentos não são fraqueza. São sinais de que algo dentro de você está pedindo cuidado.
E quando você chega até mim com esses sinais, eu não vejo alguém “quebrada”. Vejo alguém cansada de carregar tudo sozinha.
Reconhecer sinais é um ato de coragem
Perceber que algo não vai bem é um movimento profundo. Exige presença. Exige honestidade consigo mesma. Exige coragem para olhar para dentro.
Alguns sinais que muitas pessoas relatam:
cansaço emocional constante
sensação de vazio ou desconexão
perda de interesse em atividades antes prazerosas
dificuldade de concentração
irritabilidade ou sensibilidade aumentada
vontade de se isolar
sensação de estar sobrecarregada
Esses sinais não definem quem você é. Eles apenas mostram que algo dentro de você precisa de espaço, pausa e acolhimento.
O que aprendi acompanhando pessoas nesse processo
Em cada história que escuto, percebo que a tristeza persistente não é apenas um sentimento isolado. Ela costuma estar ligada a:
emoções não expressas
sobrecarga emocional
expectativas difíceis de sustentar
cansaço acumulado
falta de apoio
desconexão consigo mesma
E, aos poucos, com cuidado e presença, muitas pessoas começam a se perceber de outro jeito. Não porque “superaram” algo, mas porque passaram a se escutar com mais gentileza.
Caminhos de cuidado emocional: voltar para dentro
O cuidado emocional não é linear. Ele acontece no seu tempo, no seu ritmo, com respeito à sua história.
No processo terapêutico, você pode:
compreender o que está por trás do seu cansaço emocional
reconhecer suas necessidades internas
fortalecer sua relação consigo mesma
desenvolver novas formas de se acolher
construir movimentos mais leves no dia a dia
Esse caminho não é sobre pressa. É sobre presença.
A terapia online como espaço de acolhimento para a Tristeza Persistente
A terapia online oferece um espaço seguro e reservado para você falar sobre o que sente, sem julgamentos. Um espaço onde você pode:
expressar emoções com liberdade
compreender seus movimentos internos
encontrar novas perspectivas
desenvolver recursos emocionais
construir caminhos mais leves
É um processo que acontece com cuidado, sensibilidade e respeito ao seu momento.
Você não precisa atravessar isso sozinha
A tristeza persistente não define quem você é. Ela apenas sinaliza que algo dentro de você precisa de atenção.
E você não precisa enfrentar isso sozinha.
Se você sente que está carregando um peso difícil de sustentar, a terapia pode ser um espaço importante para esse cuidado.
Quando você estiver pronta para iniciar esse caminho, estarei aqui para te acompanhar.

Silvia Alcantara
Psicanálise | Psicoterapia
Desenvolvimento Humano
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Sinto que cresço um pouco mais a cada leitura sua.